Nina Dobrev + Sunglasses
(Source: moveslikekunis, via teddyp1cker)
“Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido. Mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria. Não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazio. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: “Que que cê acha amor?”. É não ter companhia garantida para viajar. É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia. Dar é não querer dormir encaixadinho. É não ter alguém para ouvir seus dengos. Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor. Esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.
“Aí você se apaixona. Aquele blá blá blá todo que todo mundo já conhece. Beijinhos, amassos, clichês. Ciúmes bobos e brigas que acabam na cama. Esse tipo de coisa. Tudo vai bem - aparentemente - até o bendito ser que está ao seu lado querer te mudar. Qual é, já ouviu aquela música do LS Jack, amanhã não se sabe? Pois então, é como diz a letra dela… “Me aceita assim como eu sou. Me deixa ser o que for!” Se contenta comigo. Me entenda. Reclama, mas não me muda. Se foi torta que me conheceu então não tente me endireitar. Você me viu pela primeira vez numa lanchonete, comendo hamburguer e bebendo refrigerante, por que diabos agora quer que eu comece a malhar e coma alimentos saudáveis? Desculpa querido, minhas gordurinhas também são sexys. O que não é sexy são essas garotas que investem tudo na aparência, coitadas. Crentes que essa casca vai durar pra sempre e talvez até levá-las à algum lugar. Sou ao contrário. Do avesso, eu diria. Qualquer dinheiro que eu tenho guardado gasto tudo em livros. Isso é sexy. Porque eu sei o quanto você gosta de me pegar desprevinida, com o pensamento longe enquanto estou lendo; vestida com teu casaco de moletom e minhas calças largas. Vai dizer que não é sexy o meu coque mal feito em que meu pescoço se torna o ponto de atração mais forte? Vai dizer que você não olha pra ele com uma puta vontade de morder? Diz então, olha nos meus olhos e diz agora que não é desse jeito que você me quer. Diz pra mim que é uma dessas bonecas plastificadas que lhe interessa. Diz que você prefere colocar suas mãos em um silicone qualquer do que nos meu cabelos enquanto eu durmo do teu lado. Diz que você acha lindo ver uma mulher de salto todo o tempo e que detesta quando eu ando por aí com o meu All Star rasgado. Pode dizer. Mas diz logo, viu? Pra eu poder ter a certeza de que na verdade não é você que não me quer, e sim eu que não quero mais você. Porque se acha que uma mulher como eu não sirvo pra ti, pode acreditar, a verdade é que um cara como você não serve pra mim.